Miraldo 2.0

28 02 2009

Duas décadas! Hoje eu completo duas décadas de existência nesse mundinho que chamamos de Terra. São 20 anos de experiências que carrego comigo agora. E esse número não para de subir em momento algum.

Hoje, resolvi fazer um poeminha simples, sem rimas nem nada, com as coisas que eu presenciei que eu acho que valem a pena serem mencionadas. E de coisas que eu acho que marcam bastante uma pessoa.

Eu vi vinte anos se passarem.
Com eles, eu vi a virada do século.
A virada do milênio.

Vi coisas bonitas:
Paisagens,
Lugares,
Pôr-do-sol!
A Natureza!

Mas também vi coisas feias…
Violência,
Drogas,
E o racismo.

Vi gente bonita.
E feia.
Eram brancos, negros,
E até amarelos.
Irmãos.

Vi um negro se tornar presidente da maior nação mundial.
Vi a mudança.
O sofrimento.
A queda do World Trace Center.
O pânico,
A tristeza…

E não acreditei.

Vi como é começar a trabalhar.
O primeiro emprego,
O primeiro salário,
A primeira compra,
A primeira dívida,
O primeiro aperto…

Vi dois satélites se chocarem no espaço!
Vi o tamanho da ignorância humana.
A falta de bom senso.
E apesar de tudo,
Não consigo ser muito diferente…

Vi pessoas virem,
E irem…
Amigos que aparecem do nada,
Amigos que você nunca mais vê na vida,
Amigos que sempre estarão do seu lado!

Mas também vi pessoas aproveitadoras,
Que tiram vantagem dos outros.
De má fé,
Que falam pelas costas.
Sem coração.

Vi a vida chegando,
Brilhando nos olhos de um recém-chegado.
Mas do mesmo jeito que ela vem,
Também vi a vida indo embora,
A morte batendo na porta…
A ficha que não cai,
Os sentimentos que não vão embora,
A pessoa que não queremos deixar.

Vi os novos ares,
Vi uma nova cidade,
Uma nova vida.

Vi a chance de mudar…
Mudei.

Vi que a beleza e a felicidade estão nas pequenas coisas…
E que essas coisas acontecem todo dia,
Em casa, na rua,
Numa noite,
Ou até numa longa viagem…
Onde as nuvens passam,
Os pássaros voam,
E você nem percebe o tempo passar…

O céu,
As pessoas,
Os passarinhos que pousam na janela do meu quarto…
Eu consigo ver a graça em cada um deles,
Consigo ver a vida,
E vejo que tudo isso faz parte de algo bem maior,
Que não entendemos,
Mas que talvez nem precisamos,
Só aceitamos.

Vi a inveja,
O desgosto,
O pecado.
Aprendi que não podemos deixar essas coisas nos influenciarem…
Mas também vi o carinho,
A paixão,
O amor.
E que essas, sim, são as coisas que devemos absorver.

Mas acima de tudo isso,
Eu vi que eu aprendi,
Eu vi que cresci,
Vi que vivi!

E, meu Deus, eu vivi bem!

 

 

Um agradecimento ultra-especial para todos os meus amigos e familiares,
Aqueles que estiveram, estão, e sempre estarão presentes.
Inesquecíveis.





O amor não envolve segurança, mas sim riscos. Se não se arriscar, nunca saberá.

24 02 2009

Deixem o vídeo rodando enquanto vocês leem o poema abaixo! 😉

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.





Se

10 02 2009

Se és capaz de manter a tua calma
Quando todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;

De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;

Se encontrando a desgraça e o triunfo
Conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
A perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar o coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a contade em ti que ainda ordena:
”Persiste!”;

Se és capaz de entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;

Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho;

Então, tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó filho meu!

 

Rudyard Kipling