Avanços tecnológicos

20 02 2010

tecnologia-no-mundo

Antes de começar a escrever esse texto eu gostaria de perguntar se você, leitor, se lembra de como era o seu dia-a-dia há dez anos. Eu me lembro, e eu tinha 10, quase 11 anos nessa época. Era aquela época do surgimento dos emuladores, onde era o máximo você poder jogar seus jogos de GameBoy em incríveis 800×600 pixels. Era aquela época que não tinha Orkut, não tinha Twitter, não existia nenhuma rede social. A Internet estava começando a ficar popular. Era aquela época que nossos pais vinham nos dizer como nós não podíamos sair dando informações para pessoas que encontramos pela internet, nas salas de bate-papo ou por e-mail… Claro, isso continua até hoje, mas agora é tudo bem mais liberado, afinal estamos todos postando fotos de nossas viagens de férias no Orkut para todo mundo ver, não estamos? Eu duvido que você fazia isso dez anos atrás. Pelo menos não sem a ajuda de hospedagem gratuita (Geocities, Cjb.net, Vilabol…) e um pouco de conhecimento de HTML pra deixar tudo mais “apresentável”.

Eu me lembro de um certo dia que eu deveria ter uns 7 ou 8 anos de idade. Estávamos eu e minha família (pais, tios, avô, todo mundo) em uma churrascaria que ficava perto de casa quando eu resolvi fazer um anúncio para todos. Bom, agora você imagine que tipo de anúncio uma criança de 7~8 anos poderia fazer… ist2_3866360_big_email_signPois bem, eu levantei e falei: “Criei uma conta de e-mail!”. A reação foi surpreendente, eu nunca vi tanta gente com cara de choque em toda a minha vida. Provavelmente estavam felizes por mim (de certa maneira), mas perplexos em relação a utilidade de um e-mail para uma criança dessa idade. Mas era algo novo, era algo desconhecido, era algo que nem todos tinham nessa época. Nem minha mãe tinha um e-mail nesse tempo, oras! E eu me lembro dele até hoje: “bigmacacao@bol.com.br", em homenagem à um macaco de pelúcia que eu ainda tenho tinha, já que eu fui estritamente proibido de utilizar meu nome ou apelido na criação do e-mail.

Mas por que raios eu estou postando sobre isso agora? Simples, é que eu trombei com o site “What happened in my birthyear?” e ele me fez pensar em quanta coisa mudou em tão pouco tempo. Recomendo bastante a visita. É muito bom. Mesmo.

É… os tempos mudaram… E meu e-mail também, afinal “rickmiraldo” soa bem melhor do que “bigmacacao”, não é? 😉

 

@ Lady GaGa – Just Dance (Feat. Colby O’Donis)





Nostalgia

22 03 2008

É pessoas… Nostalgia, definido pela Wikipédia, descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido. Pra mim, é aquilo que nos faz perceber que crescemos. E hoje, eu percebi que a infância passou e eu cresci.

Claro, eu sei que a minha infância já passou faz muito tempo, mas eu nunca me dei tanta conta disso como hoje. Um jogo, indicado pela Kaká, que me fez perceber tudo isso. Regras são simples: são 50 nomes de desenhos que você tem que adivinhar. “PLAY” toca a abertura de tal desenho. Você digita o nome do desenho e confere para ver se o resultado está certo apertando “OK”. Até aí tudo bem, se não fosse pelo fato de serem desenhos muito, mas eu digo MUITO antigos e que realmente marcaram época (ou pelo menos, marcaram a minha). E foi o site Nostalgiando que resolveu nos trazer tudo isso de volta. O link para o jogo segue abaixo:

http://www.nostalgiando.com/jogo.html

Não, eu não consegui completar tudo. Completei 21 quadradinhos. Teria completado 22, se eu conseguisse lembrar do maldito nome do desenho do quadradinho número 12 que eu sei qual é, só não me lembro do nome. Quem souber, por favor, diga o nome nos comentários!

E foi ouvindo essas aberturas que me bateu aquela saudade da infância, onde eu sentava no sofá da sala, sem nenhuma preocupação na cabeça, pra assistir SBT, no horário que passava CRUJ. Nossa, eu lembro disso… Se não me engano era abreviação para “Comite Revolucionário Ultra-Jovem” ou algo do gênero. Sim, eu me considerava um “ultra-jovem” e assistir àquele programa era simplesmente o máximo.

Não, nem todos os desenhos que passavam durante esse programa estão na lista, nem vice-versa. Senti falta de muitos aí ainda, mas só esses aí me fizeram perceber uma coisa… tô velho!

Os que mais me marcaram? Não vou falar os nomes aqui para não estragar quem for jogar, mas digo os números dos quadradinhos: 2, 14, 15, 17, 18 (esse eu arrepiei), 29 (esse eu quase tive um treco!), e 33. Claro, outros também são clássicos, mas esses aí eram os que eu mais assistia.

Tá bom, não vou agüentar, preciso comentar sobre dois desses aí de cima… Então, spoiler chegando, se você não gosta pare de ler!

Lendo ainda? Maravilha!!! Pois bem, sabe aquele desenho que você simplesmente não perdia um mísero episódio? Pois é, no meu caso era Tintin.

Nossa, quando eu escutei isso no quadradinho do jogo, eu arrepiei. De verdade. Que saudades! Eu não perdia um episódio sequer desse desenho. E tenho TODOS gravados em VHS. Em ordem cronológica! Uma relíquia, uma coisa perfeita. Meu pai tem todos os gibis de Tintin, que serviu de grande influência pra eu acompanhar o desenho. Ainda me lembro do Milu, branco como a neve, dos detetives Dupond e Dupont e suas zilhões de trapalhadas, do Professor Girassol e seu pêndulo e claro, do inesquecível Capitão Haddock e suas garrafas de Rum!

Desculpem o palavreado mas não dá pra deixar passar… Puta que pariu, isso sim é um desenho! Caralho…

E o melhor de tudo: está para sair um filme do Tintin e GOD, eu PRECISO estar na fila da primeira sessão… Links da fonte aqui e aqui. Steven Spielberg vai dirigir? Peter Jackson também? Shit, eu pago 30 reais só pra ver esse filme!

Puta merda, assisti a abertura de novo agora e me deu um arrepio maior ainda… Me desculpem o palavreado, mas não existem outras palavras pra descrever isso. Não dá pra escrever “Puxa vida!” no lugar de “Porra!” nesse caso, não mesmo.

Certo, o outro desenho que me causou nostalgia master ao ouvir a abertura no quadradinho do jogo foi O Fantástico Mundo de Bob. Eu até havia esquecido que esse desenho existia, mas quando eu escutei a abertura, me veio aquela sensação de que 10 anos da minha vida foram absorvidos em 5 minutos. E eu me lembrei de todos os dias que eu parei pra assistir ele. (Viva minha memória fotográfica!)

Nossa, e como eu me achava parecido com esse muleque, meu Deus… E essa música da abertura então! Não deu nem meio segundo pra eu me lembrar do desenho inteiro! Não lembrei do nome na hora, tive que colar um pouco, mas eu me lembrava perfeitamente do desenho! Tio Ted, GRANDE Tio Ted! Na mesma hora fui pro YouTube assistir um episódio. Eu PRECISAVA.

Ah, eu disse que iria falar só de dois? Pois eu menti, vou falar de mais um!

Pois é, Babar, outra parte de minha infância. Não me lembrei da música no começo, mas depois de uma colinha básica, nossa senhora… Que vontade de chorar, querer pegar a infância de volta, assistir todos esses desenhos de novo e de novo. Quem gostava bastante desse era minha mãe. Assistia mais que eu, aliás! Se ela ver essa abertura de novo, ela vai ter um treco de tanta saudade!

Pois bem, falei demais… Vão jogar o jogo que vocês também vão sentir a mesma coisa, não só com esses desenhos, mas muitos outros também. E com certeza absoluta vão soltar vários palavrões enquanto escutam as aberturas, uma a uma. Um belo trabalho do Nostalgiando, trazer isso de volta. Pra ninguém caçar o link do jogo no começo do post, aí vai ele de novo:

http://www.nostalgiando.com/jogo.html

Divirtam-se! 😉