De volta. De novo.

5 12 2010

Sim, eu sei, já faz um tempo que eu não escrevo nada aqui. Honestamente, eu não sei porque eu parei. Poderia dar aquela clássica desculpa de “Estava sem tempo” mas eu estaria mentindo. Tempo eu tinha, sim. Faltou um pouco de vontade mesmo. Nunca fui de ficar escrevendo em blogs, e a maioria dos que eu já tive foram pro saco justamente por falta de atualização. Mas eu não escrevia neles da mesma maneira que eu escrevo nesse aqui. Existem várias pessoas que gostam dos textos que eu escrevo aqui e essas pessoas também me pediram para voltar a escrever. Então, por elas, vou tentar voltar a escrever aqui.

Eu pensei seriamente em voltar a escrever aqui na época da eleição, tamanha quantidade de absurdos que eu via e lia por aí. Minha namorada sabe o quanto eu ficava revoltado com certas coisas e o quanto eu procurei me informar nessa última eleição. Eu sei muito bem do que estou falando e não sou nenhum ignorante qualquer. Ignorante é aquele que por mais que você prove de mil maneiras diferentes que determinada situação não está certa, ele continua insistindo na mesma ideia. Qualquer um que tivesse feito um mínimo de pesquisa decente e indiferente saberia qual era a melhor opção. Mas a maioria não sabe o que é ser indiferente, então acaba fazendo sua “pesquisa” baseada em um só lado da moeda. Mas não estou aqui para falar de política. Apesar de que eu precisava desabafar.

Tem muitas coisas que eu queria desabafar, na verdade. Desde a última postagem muitas coisas aconteceram, afinal, passaram-se meses. Durante esses meses eu percebi quem realmente eram meus amigos e quem realmente se preocupa com os outros. Eu acho que nunca pensei que poderia sentir tanta raiva de alguém como eu senti aquele dia. Ver uma pessoa que você ama se rebaixar por causa de um otário que não soube crescer o suficiente e que, literalmente, está disposto a trocar anos de amizade por um motivo completamente idiota e desnecessário, é uma das piores sensações que eu já experimentei. Isso só prova duas coisas: 1) que essa pessoa nunca terá sucesso na vida e sempre será uma sombra de outra pessoa e 2) que você está melhor na vida sem ela ao seu lado. O que ele fez eu acho imperdoável, mas eu não desejo mal pra ninguém. Ele pode ser feliz o quanto ele quiser. Longe de mim.

Tem muito mais histórias, boas e ruins, esperando para serem contadas. Mas se eu sair contando tudo isso aqui vai acabar virando um post de desabafo. Aliás, virou já, então acho melhor eu parar… Perdoem-me, mas esse post de reestréia não foi nada divertido, mas às vezes é preciso. Nem só de flores é feita a vida. Prometo trazer algum assunto mais “normal” da próxima vez. E também prometo que isso não vai levar meses.