Inestória – E o tempo passa…

3 07 2008

Olá meus queridos!

Faz um tempinho que não nos falamos (desde o fim do ano!). Pois é, desde quando entrei na CATS minha vida mudou!

No entanto, tenho uma má notícia. Tenho uma boa também, mas como o clássico, vou começar com a má: a garota que era rastreadora da minha mesa morreu. Um rato mordeu o dedo dela quando a casa dela foi invadida por uma população de camundongos de esgoto. 781 ratos invasores, para ser mais exato. É que onde ela morava há 22 anos não baixava fiscalização de saneamento básico, formando assim uma população imensa de ratos, baratas e outras pragas que não conseguiram se suportar no esgoto e tiveram que invadir alguma casa. A dela foi escolhida. E um deles mordeu o dedo da moça. Triste fim.

A boa notícia é que com a morte dela, contrataram uma garota nova para trabalhar comigo. A mais linda que eu já vi na vida. A moça é uma moça direita: tem leves paralisias do lado esquerdo do corpo. Tem os traços finos, pele lisa como a de um damasco, voz suave e fanha, como a de um anjo. Usa pequenos e delicados óculos de 7 graus míopes que combinam com o rabo-de-cavalo que ela sempre usa. O nome dela é Maria José Antônio da Silva. Foi amor à primeira vista.

Juntos nós fazemos uma ótima equipe. Sempre que há um trote pra minha linha, ela ri de tudo o que eu falo. Tem ótimos papos, sabe até a tabela do brasileirão! Tudo bem que ela torce pro Corinthians, por isso a única tabela que ela segue é a da série B. Mas tudo bem, isso faz parte.

Outro dia estava eu na minha mesa. Quando ela vai ao banheiro, sempre empurra a cadeira pra trás, dizendo “vou fazer um pip’s e já volto”. Só que neste dia, era eu quem queria ir ao banheiro. E o pior: era pra fazer o número 2. Como eu ia falar isso pra ela?! “Vou fazer um pop’s e já volto”? Não. “Vou fazer um coc’s” também não rolaria, perderia o encanto. Bem, rezei bastante até que Cyril, nosso Takayama, resolveu me iluminar: “Maria, eu vou ali e já volto.” Mas ela, de modo sutil e sem malícia, perguntou: “Vai fazer o quê?”. Rapidamente, já a alguns passos longe dali, respondi com o clássico: “Vou passar um fax”.

Entrei na cabine e me livrei da aflição. Enquanto eu “deixava a trança cair”, ficava de ouvidos atentos. Talvez vocês, mulheres que estão lendo este texto não saibam, mas todo homem segue uma lei específica, a lei do CH (Código do Homem). O Artigo 172 §2º diz que “Enquanto estiver o homem em seu trono, aliviando-se de suas necessidades fundamentais – cagando ou punhetando – deve lembrar de fazer isso em silêncio, salvo nos casos em que se tratar de banheiro individual”. O banheiro da CATS costuma ficar com a luz desligada. Liga para usar e desliga quando sair. Só que se tiver uma porta de alguma cabine fechada e a luz acesa, com certeza tem alguém usando. Só que alguns espíritos-de-porco, mesmo sabendo disso, entram no banheiro, fazem o que tem que fazer e vão embora, desligando a maldita luz logo em seguida. Não que fazer cocô no escuro seja ruim. O ruim mesmo é ter que limpar sem enxergar nada. Minha sorte é que o meu celular estava comigo. Deixei o display dele aceso e fui feliz.

Sexta-feira eu fui para um barzinho com o pessoal. Na volta, enquanto eu levava a Maria pra casa, fui parado por uma blitz. Fiquei arregaçado de medo, já que meu trauma desde a última blitz ainda não estava sanado. O policial pediu para que eu saísse do carro e colocasse minhas mãos no capô. Me revistou, pegou meus documentos e pediu para eu baforar. Neste momento, passou do outro lado da rua, uma mulher de mini-saia com uma bolsa na mão. Em seguida um motoqueiro parou, saiu de sua moto e começou a dar fortes tapas na cara da moça. Depois começou a fazer coisas pervertidas com ela, tudo isso na frente do policial que estava medindo o meu bafo. “Não vai fazer nada?!” perguntei. Sagaz, ele respondeu: “Eu estou ocupado medindo teu bafo. Prendo você primeiro, depois prendo o outro meliante. E se continuar a falar merda vou te prender por desacato, hein!”. O motoqueiro terminou de estuprar a moça, pegou a bolsa dela, montou na moto e foi embora. Eu, por passar raspando, fui detido por beber um pouco a mais. No dia seguinte saí com um registro na ficha. Vai entender!

E, para finalizar, um trote atendido por mim.

SACANA: Alô, Cleverson!

EU: Sou eu.

SACANA: Cleverson, é o seguinte, seu puto! Estamos com o seu filho!

EU: Vamos parar com os xingamentos, por favor.

SACANA: Eu estou com o seu filho e vô matá ele se você num fizer o que eu to falando.

EU: Eu não entendi o porquê você me chamou de puto.

SACANA: Presta atenção, maluco!

EU: Puto maluco? Sou praticamente um pederasta!

SACANA: Que?

EU: Pederastia, rapaz! Não sabe o que é isso?

SACANA: Não interessa, para de fugir do assunto, porra! Presta atenção no que eu vou dizer.

EU: Pederastia foi o que seu pai praticou pra te fazer.

*Alguém berrando no fundo*: AAaaahh pai! Ele cortou minha orelha fora! Ele cortou!

SACANA: Eu disse que era pra prestar atenção, cacete!

EU: Você cortou o quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: Olha, eu cortei a orelha do seu filho, não a sua.

EU: É mesmo. Mas o que você cortou dele mesmo?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A olhera.

Eu: Ah, errou!

SACANA: Escuta aqui, eu cortei a orelha do seu filho! Não ta preocupado se ele vai te ouvir?

EU: É verdade. Mas acho que mesmo sem orelha dá pra ouvir, né? Pergunta lá pra ele se ele consegue escutar sem orelha.

SACANA: Eu cortei a orelha do seu filho e você não vai fazer nada?

EU: Hum… Faz o seguinte, corta o pinto dele fora. O maior sonho dele é ser eunuco. Realiza isso pra mim, por favor?

SACANA: Ah, saquei! É do esquema! Sujou! *Click! Tu, tu, tu, tu…*

Um beijo a todos vocês! Até breve!

Por: Ariel Salgado Nascimento.

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As Inestórias de Epiriquidiberto – Todas as quartas-feiras de noite, aqui na Vida de um Universitário e no Castelo de Marfim.


Ações

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One response

5 07 2008
Priscila

Olá Rick!!! Bom dia!
Há quanto tempo não me deliciava com as Inestórias de Epiriquidiberto… Mas é que tive de me ausentar devido às provas de fim de semestre. Sabe como é, né? Mas agora estou de volta, marcando presença!
Ahhhh… adorei o “deixando a trança cair”! Ri demaaaais!!!
Como está?
um abraço!

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