O Primeiro Emprego

4 04 2008

Meus queridos! Há quanto tempo não nos falamos!

Pois é, tal sumiço foi causado devido a uma vaga que consegui em uma empresa de telecomunicações! Sim! Não sou estagiário, não faço bico. Sou registrado mesmo. Tenho uma carga horária de 120 horas semanais, trabalhando de segunda a sábado! Meu cargo? Sou Agente Especializado no Cumprimento Rígido de Ordenamento Superior! Bonito nome, não?

Então, acabei de começar a fazer minha hora de almoço e por isso vou aproveitar esses 10 minutos para conversar com vocês. Vou falar um pouco sobre meu emprego. Eu faço tudo o que meu chefe diz. Certa vez, irritado com assuntos pessoais ele ordenou que eu o distraísse. A ordem foi correr em círculos gritando como um porco. Se eu fiz isto? Já estou pegando o jeito! “Uíiii! Uíiii!!!”.

Conheci uma garota na qual senti certa atração por ela. Eu até consegui um papo legal, mas quando o cara do outro setor chegou para conversar com ela, parece que fiquei invisível. Talvez eu tenha sido ofuscado pelo pequeno Rolex de ouro com ponteiros de diamante que reluziam uma luz tão forte quanto o sol. Eu tentei ouvir a conversa, juro que tentei! Mas ele falava de um jeito tão estranho que eu não conseguia identificar se era russo ou americano. Mas de uma coisa eu sei: ele era mais feio do que bater na mãe. Mas é como diz o ditado: “Entre ouro e beleza, a mulher prefere a riqueza”. Triste realidade.

Falando em garotas, uma que trabalha no mesmo setor que eu parece ter gostado de mim. O nome dela é Maryffennícia Feliciana Arco e Flexa. Até que ela é bonita. Lembra um pouco a Marília Gabriela.

Voltando ao assunto do meu cargo. Certa quarta-feira eu fui à feira. Fui comprar tomates premiados que meu chefe mandou. Claro, a feira não é o lugar exato para se encontrar este tipo de tomates, mas não gosto de discutir. Enfim, cheguei lá e encontrei um murmurinho: uma mulher gorda, muito gorda, monstruosamente gorda brigava com um feirante. Ela balançava e chacoalhava os braços de um modo que lembrava dois enormes guindastes girando. Ela estava furiosa, muito furiosa. Começou a destruir a barraca do moço que ficou parado, olhando tudo. Ela pisava nas frutas e as esmagava de um jeito que não se podia imaginar. E quanto mais ela esmagava aquelas frutas com seus enormes e pesados pés, mais fúria ela alimentava. Fiquei com medo de acabar as frutas e ela acabar pisando no feirante. E o mesmo ficou parado olhando. Felizmente o brotossauro pareceu saciar sua vontade de arrebentar tudo e saiu pisando forte, tremendo o chão. Fui perguntar ao feirante porquê ele não reagiu. A resposta que ele me deu foi coerente: “O prefeito mandou a gente não gritar mais”. Uma semana depois o mesmo prefeito liberou a gritaria na feira. Tomara que aquela mulher volte, só pro feirante poder gritar “Ô SACO DE AREIA! QUEM VOCÊ PENSA QUE É?”. Pensando bem, se ele fizer isso é capaz de ocorrer um terremoto ou quem sabe até mesmo uma erupção vinda diretamente do centro da Terra. Meu Deus!

Vou nessa. Acabou meus 10 minutos de almoço. Tenho um trabalho de casa pra fazer que meu chefe mandou. Quem quiser me ajudar, aceitarei sugestões! O trabalho é arranjar uma nova resposta para a misteriosa charada: “Por que a galinha atravessou a rua?”. Devo arranjar uma resposta que seja diferente de “Pra chegar ao outro lado”.

Só para finalizar: consegui uma vaga na missa de domingo da “Nova Igreja do Senhor”! Por apenas R$98,00 + dízimo eu consegui um banquinho na 137ª fileira. Segunda-feira conto a vocês como foi.

Um beijo a todos e até a próxima! Comam bananas! Elas evitam cãibras!

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OBSERVAÇÕES:

Nada aqui dito neste capítulo teve espelho na realidade. Este capítulo foi escrito no dia 05/01/2007, o que impossibilita de citar verdades aqui.

Todos os personagens são fictícios e não foram inspirados em ninguém. Esta é apenas uma estória imaginária, sem relação com a realidade.

Parte da “Feira na quarta-feira” introduzida dia 11/04/2007, enquanto o Ariel estava no hospital lendo um trecho do livro “O Cortiço”.

As Inestórias de Epiriquidiberto – Todas as quartas-feiras de noite, aqui na Vida de um Universitário e no Castelo de Marfim!


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